quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Dia dos namorados por interposta pessoa

Soube hoje que uma amiga, que está a viver daquelas paixões repentinas e fulminantes, vai largar tudo e mudar-se para Paris com o namorado. É uma daquelas notícias que dá sempre gosto ouvir.
Acho curioso quando as pessoas, ao verem um casal de longa data terminar, dizem que se aqueles acabaram já não há esperança, que o amor já não existe. A ideia que tenho, salvo honrosas excepções, é que a longa duração dessas relações, especialmente quando já vêm da adolescência, se deve mais a acomodação e medo de enfrentar o mundo sozinho, do que propriamente ao amor (seja lá o que isso fôr).
A capacidade de se deixar levar pela paixão, pelo desconhecido e o incerto, a capacidade de largar tudo e simplesmente ir faz-me acreditar muito mais nas relações humanas do que o simples acumular de anos. Porque a intensidade dos sentimentos vale mais que o seu prazo de validade.

2 comentários:

Maria João disse...

E pensar que essa amiga daqui a uns anos esta exactamente na mesma situacao: acomodada. E ai? Acreditas mais no amor se ela aceitar essa vida ou se correr atras duma nova paixao que, se ela estiver disposta a alimentar, vai aparecer de certeza? Saltar de poiso em poiso atras de emocoes fortes..eh amor? Bom, o que quer que seja, la interessante deve ser :)

Susaninha disse...

Não foi isso que eu quis dizer, nem estava à espera que TU interpretasses assim.
Eu gostei da capacidade que ela teve de abdicar de certas coisas por uma relação e ir com o namorado e ela não é a única que eu conheço com essa capacidade ;)
Gostei porque eu nunca fui capaz disso e não sei se algum dia serei. Já me viste abdicar seja do que fôr por alguém?
Eu não acho que uma relação a longo prazo seja má. Quem me dera ter uma! Agora acho fundamental que a manutenção dessa relação venha de facto do amor e da vontade de estar junto. Sei que muitas relações são assim e é isso que eu quero para mim. Uma relação longa não significa obrigatoriamente acomodação (sendo que acomodação significa não estar plenamente satisfeita com o que se tem, mas ter medo/preguiça de mudar), mas sei que muitas são assim (incluindo a que a minha amiga tinha antes).
Se daqui a uns anos a minha amiga estiver acomodada, vou concordar que ela largue tudo. Não em nome de emoções fortes, mas da possibilidade de encontrar alguém que a faça sentir mais feliz.
Espero que ela e todas as pessoas que eu conheço que têm alguém sejam muito felizes e para o resto da vida. Mas apenas se essa felicidade fôr verdadeira. Caso seja, será preciso pedir mais alguma coisa da vida?