terça-feira, setembro 25, 2007

A ver vamos

O meu horóscopos para os próximos meses:
"This influence is favorable for sexual relationships (...) A purely romantic relationship with no physical sex would not be very satisfactory".
A ver vamos...

domingo, setembro 23, 2007

Pensamento do dia

"E ela a dar-lhe com os nórdicos!"

sexta-feira, setembro 21, 2007

Solidão

Com os judeus a jejuar por causa do Yom Kippur e os muçulmanos por causa do Ramadão, eu devo ser a única pessoar a comer nesta zona.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Irritações

Não há nada que me irrite mais que é alguém que me corrija quando eu digo "Bom dia" depois das 12h! "Olhe que já não é bom dia, é boa tarde!"
Está uma pessoa a tentar ser simpática e a cumprimentar e leva uma destas.
Sobe-me logo o sangue à cabeça!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Ainda o Sinai

A descida depois do amanhecer

terça-feira, setembro 18, 2007

Once in a lifetime

Achava eu que já me tinha purificado de todos os pecados desta vida, das anteriores e das futuras, ao subir as escadas a cúpula do Vaticano no mês mais quente do século XX; ao ir, a meio da noite e sem dormir cinco minutos que fosse, para Santiago de Compostela só porque era o dia do Jubileu; ao subir, em dias de calor insuportável, ao Templo Bahai em Haifa, ao Monte das Tentações em Jericó e ao Monte das Oliveiras em Jerusalém. Achava eu também que, no dia em que, no Rio de Janeiro, me levantei às cinco horas da manhã, já tinha visto o mais bonito amanhecer do mundo.
Achava eu muita coisa... até ao dia em que resolvi escalar o Monte Sinai (onde Deus deu a Moisés os 10 Mandamentos, incluindo aquele "Não cobiçarás [...] nem a mulher do teu próximo [...] nem seu jumento"). Vamos a factos:

  • Três horas de carro do hotel até à área de Santa Catarina
  • Três check-points no caminho (o Sinai já parece a Cisjordânia)
  • Início da caminhada às duas horas da manhã e fim às nove (mais tempo para pequeno-almoço, visita ao Mosteiro de Santa Catarina e regresso ao hotel - conclusão: cheguei à uma da tarde)
  • Altura do Monte Sinai: 2285 m (só como referência, o pico da Serra da Estrela tem 1993 m)
  • Mais de 7 km a percorrer, incluindo 750 degraus de pedra extremamente irregulares
  • Três horas e meia a subir e mais duas e tal para descer
  • A carregar com comida e três litros de água
  • A única iluminação era uma lanterna por pessoa
  • Um verdadeiro caminho de cabras à beira de precipícios, às vezes com pouco mais de meio metro (excluindo a parte dos degraus que era ainda mais estreita), a ser partilhado com centenas de pessoas a subir (há mais malucos nesta terra do que eu pensava), dezenas de camelos e, de vez em quando, uns monges e freiras ortodoxas, alguns de bengala, a descer (sim, há mesmo malucos para tudo).
  • Até ver, três dias de dores no corpo.

Mas valeu a pena. Uma das melhores experiências da minha vida.


Dado o meu escassso conhecimento sobre a Bíblia, eu só me pergunto como é que o Moisés foi lá parar. É que o Monte Sinai não é propriamente um sítio onde uma pessoa se perca a passear, qual Heidi a brincar nas montanhas, aos saltinhos, tralala.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Susaninha de regresso

Pois que estou inteira e de boa saudinha, que não houve nenhum atentado. Mas estou cheia de dores no corpo, portanto só escrevo a sério quando as condições físicas o permitirem.
Entretanto, foi o ano novo judaico (daí o meu fim-de-semana prolongado), por isso SHANA TOVA para todos.

terça-feira, setembro 11, 2007

Susaninha no Sinai

Desiludida com a calma em Israel, vou procurar aventura para o deserto do Sinai, onde tem havido atentados terroristas de grandes proporções todos os anos (este ano ainda não houve, não sei se isto é bom ou é mau)e onde os alertas têm estado elevados. Não contente com isto, ainda vou para o hotel que rebentou há quatro anos.
No worries.
Até segunda-feira.

Nem um milésimo de segundo de fama

Anda aqui uma pessoa no estrangeiro a lutar pela vida, a sacrificar-se pelo país e pela UE e depois deixam-na enganadinha a achar que vai aparecer na TV. Ora que uma pessoa vê daquelas câmaras de filmar grandes, cheias de autocolantes de canais de televisão a apontar para nós e, claro está, saca de batôn, do blush, do branqueador de dentes e do cartaz a dizer "Mãezinha estou aqui". E a ansiedade da espera até à hora do telejornal? Que uma pessoa fica que não se aguenta! A pensar quantos segundos estariam já descontados dos 15 minutos de fama....
E para quê, pergunto eu. Pois que para nada. Para nada! Nem um cabelo! Nem uma sombra que eu pudesse dizer que era a minha!
'Tá mal! Que 'tá muito mal
Consola-me ter sido uma das poucas pessoas não muçulmanas que teve autorização para entrar na mesquita de Al-Aqsa e da Roca, desde o início da segunda Intifada. Nasci para ser importante, mas não famosa. É mais chique. Que os paparazzi são uns chatos.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Notícias que melhoram o meu dia

Proíbam já os Crocs! Retirem todos os pares das lojas! Queimem os já comprados numa grande fogueira! Façam uma revista porta a porta! Que não sobre um único exemplar!
E, já agora, atribuam subsídios para a compra de Manolos...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Regras de escritório

O colarinho branco dos tempos modernos, entediado ou com uma ressaca tal que não consegue agrafar duas páginas:
  1. Consulta o email 100 vezes por dia, não vá ter recebido uma notícia importantíssima e urgentíssima nos cinco minutos que passaram desde que o consultou pela última vez. E isto dá trabalho que ele é o gmail, o hotmail, o do servidor de internet, o do emprego...
  2. Consulta o Facebook mais umas 300 vezes. Afinal, alguém pode ter escrito alguma coisa interessante na parede de um amigo. Se estiver mesmo mesmo entediado e a mensagem seja numa língua que não entende, ainda se dará ao trabalho de a traduzir no Babelfish. E, se se lembrar ainda vai dar uma espreitadela ao Hi5, ao Wayn e ao LinkedIn.
  3. Vai controlando quem está online no messenger e no googletalk e pensa "Estes gajos, pá, 'tão sempre online, não fazem nenhum".
  4. Consulta os blogs de amigos e desconhecidos, igualmente uma centena de vezes, mesmo que seja de um blogger que, por hábito, não escreva todos os dias.
  5. Se o próprio tiver um blog, pois que consulta o sitemeter outras dezenas de vezes, não vá ter tido uma visita de um país estranho ou ter um novo link noutro blog.
  6. Consulta o seu site de informações preferido, mais uma vez milhares de vezes, para ver se há notícias sobre a pequena Maddie.

sábado, setembro 01, 2007

sexta-feira, agosto 31, 2007

Palestinian Fashion Victim

Os lenços palestinianos sempre estiveram na moda, mas a nova colecção Balenciaga (que, diga-se, é a melhor deste inverno; eu estou encantada) tornou estes lenços no must-have da estação.
Cada vez que uma figura pública os usa, dá sempre confusão - do Zapatero ao Ricky Martin. Não percebo porquê - afinal a luta do povo palestiniano é internacionalmente reconhecida, a polémica está nos meios a que alguns grupos recorrem nessa luta. Veremos como será este Outono/Inverno, depois da fashion/political statement da Balenciaga. Não sei se foi, de facto, um statement da marca, mas não acredito na ingenuidade dos criadores. Aguardam-se as consequências para a causa palestiniana.
O lenço Balenciaga está mais acessorizado que o original, mas também é significativamente mais caro: mais de 5 000 euros em comparação com os prováveis 10 que custará na cidade velha de Jerusalém (imagino que em cidades palestinianas menos turísticas seja ainda mais barato). Por mim, contentar-me-ei com um original - até porque por mais que o outro seja Balenciaga, um original comprado in loco tem sempre outro significado.
Embora já tenha vistos jovens a usarem o lenço aqui em Israel (provavelmente israelitas de extrema-esquerda), vou guardar o meu para quando regressar a Portugal.
I am a political fashionista.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Long live Sophia Coppola

Ontem, ao procurar o video dos Windsor for a Derby, descobri este, "I want candy" dos Bow Wow Wow.
Repare-se no pormenor aos 02:35. Já me tinham alertado para o detalhe, que é delicioso. Como me escapou no filme, eu estava ansiosa por o rever em DVD. Afinal, aqui está

quarta-feira, agosto 29, 2007

Obsessões

Windor for the Derby, Melody of the Fallen Tree, da banda sonora do filme Marie Antoinette.
Não consigo parar de ouvir esta música!

segunda-feira, agosto 27, 2007

O ombro do pecado

Domingo. Dia Santo. Deu-se milagre: antes da sete da manhã já eu estava levantada para ir turistar por aí. Plano: ir a Haifa, onde existe um templo Bahai, uma religião que reúne as personagens importantes das outras religiões, de Moisés a Buddha, passando por Jesus e Maomé, e os considera a todos profetas bahai (abstenho-me de comentar).
Chegada a Haifa, a fome começou a apertar, que o corpinho não está habituado a levantar tão cedo, ressente-se, coitadinho. Mulher prática que sou, resolvi pôr-me a andar em direcção ao tal templo, até porque aquilo era num monte bem alto e ia levar tempo a chegar lá. No caminho, pararia num café. Só que a terceira maior cidade de Israel, que se orgulha de tanto trabalhar ("In Jerusalem you pray, in Tel Aviv you play, in Haifa you work"), não tem cafés! Restaurantes de falafel e shwarma a tresandar a fritos logo às nove da manhã é aos pontapés! Cafezinho com croissant, nem vê-lo! Isto, a juntar às subidas íngremes da cidade, ao calor que já fazia e ainda não eram dez da manhã e às gotas de suor que já me escorriam pela testa e costas, não augurava nada de bom.
Sem croissant e ainda enjoada com o cheiro da falafel, lá avistei a entrada dos jardins do templo. O segurança que estava nos portões vem ter comigo e diz-me que aquilo é um lugar santo e por isso eu não podia entrar com os ombros à mostra. " Mas eu não tenho os ombros à mostra, até tive o cuidado de escolher esta t-shirt exactamente por causa disso" - pensei eu na minha ingenuidade. Qual quê! Estavam ali dois dedos de pele a descoberto que enlouqueciam Deus! O facto da t-shirt ser um pouco curta e desnudar parte da minha barriga não importava, mas aquele pedaço de pele, ali na fronteira entre o ombro e o braço era demasiado erótico e poderia perturbar o Senhor lá de cima que, ao que parece, tudo sabe e tudo pode, mas que só deve ver a pouca vergonha de um ombro semi-desnudado quando este lhe aparece às portas do jardim. Aí, Deus fica que nem pode! Terá medo de cair em tentação e não ter ninguém a quem recorrer para O livrar do mal?
Este pessoal mata em nome de Deus (e não são só os muçulmanos!), homens, mulheres e crianças, estropiam-se uns aos outros sem piedade, é só sangue e tripas de fora, mas um ombro à mostra... vade retro santanás... mulher perdida na vida!
Ainda fui procurar uma loja para comprar um lenço que cobrisse o ombro do pecado (e um café aberto... sim, ainda), mas claro, numa cidade onde não se encontra um sítio para tomar o pequeno-almoço, também não se há-de encontrar uma loja que venda lenços.
Conclusão, fui-me embora. Do templo bahai e de Haifa.
No fundo, acho que isto foi um sinal de Deus a dizer "Lá por estares na Terra Santa, não te entusiasmes que Eu não quero nada contigo". Pois, o Senhor que não se preocupe que o sentimento é mútuo.

sábado, agosto 25, 2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Silly Season

Este blog está uma seca, eu sei. Logo agora que a Rititi me considerou a cuequinha importante. Mas o mundo está uma seca! E quando algo acontece, ou não é digno de registo ou, pelo contrário, é tão digno de registo que eu fico sem palavras. Às vezes vejo tais barbaridades na política internacional que começo a pensar que devia ter ido para cabeleireira.
Quando o mundo regressar de férias (sim, o mundo, porque eu continuo a trabalhar e a sonhar com uns diazinhos fora de Tel Aviv, assim no Sinai ou em Moscovo), o blog voltará à sua actividade normal.
Por enquanto, ficam as fotos da Terra Santa.
Enjoy!

terça-feira, agosto 21, 2007

sábado, agosto 18, 2007

Shabbat Shalom

Reserva natural de Banias

quinta-feira, agosto 16, 2007

Sobre Israel

Ontem, em Jerusalém, na mesa ao lado um israelita dizia a uns estrangeiros:
"Em Jerusalém, encontram-se as pessoas mais tresloucadas das três religiões. Judeus, cristãos e muçulmanos.
Tel Aviv é uma mentalidade completamente diferente. A cidade funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em certas coisas, é ainda mais liberal que Amesterdão."

terça-feira, agosto 14, 2007

That kind of girl

Há dias ouvi alguém dizer "I'm not that kind of girl", sendo que esse "kind of girl" significava uma rapariga que dorme com o rapaz logo na primeira noite.
É curioso que, mesmo dizendo-se modernas e independentes, estas mulheres são as primeiras a fazer o comentário machista e a deitar a baixo qualquer luta feminista. Nunca eu conheci um homem que fizesse este tipo de comentários ou que desrespeitasse uma mulher por ela ter dormido com ele na primeira noite. Se calhar são até as mesmas que, com um tom acusador e dedo espetado contra o seu interlocutor, dizem aquela frase mais que batida "Um homem que tem muitas parceiras é um garanhão e uma mulher na mesma situação é uma puta", esquecendo-se que são elas próprias as primeiras a discriminar.
Curioso é também que, por vezes, esta frase tão afirmativa é usada ou no banco de trás do táxi, entre um beijo escaldante e outro, a caminho de casa dela, ou já na manhã seguinte, antes que ele se vá embora e não lhe peça o número de telefone. "I'm not that kind of girl, you know?". He knows, he knows, claro que sim, ela não é desse tipo, não, nunca faria uma coisa dessas, ele é que é especial, ela olhou para ele no meio do bar e, entre um shot de whisky e uma vodka limão, achou que ele era diferente, digno de um comportamento tão leviano por parte dela, claro que sim, isso e os bebés virem de cegonha.
Ainda sobre isto alguém me dizia que se dormisse com alguém na primeira noite não podia estar à espera de ter uma relação séria com essa pessoa. E se não dormir, pode? Poder-se-à decidir, na primeira noite, depois de poucas horas de convívio, que se quer ter uma relação séria com a outra pessoa? Tenham paciência.
Não que eu defenda que agora toda a gente saia por aí a dormir com estranhos a torto e a direito, mas o "that kind of girl" implica um juízo de valor bastante pejorativo em relação a quem o faz. E quem o faz pode fazê-lo a torto e a direito ou não. O ritmo de uma relação ou de uma não-relação deve ser marcado apenas pelo indivíduo e o casal e não pela moral alheia.

domingo, agosto 12, 2007

Israel

Crianças haredim em Safed, uma das cidades mais importantes do Judaísmo.

A pedido de muitas famílias, vou tentar postar mais fotos de Israel.
A ver se alguém se entusiasma a vir cá fazer uma visita. E quem não pode, viaja através das fotos.

sábado, agosto 11, 2007

Serviço Público

Há homens que são como uma exposição itinerante. Lindos e vistosos, sabem que o são e, por isso, gostam de se exibir, desfilar de um lado para o outro, posicionar-se em lugares onde podem ser vistos por todos/as.
No entanto, como qualquer outra obra de arte, mantém-se distantes, quase com um cordão de segurança que ninguém consegue atravessar. Ignoram ou fingem ignorar os olhares desejosos até dos admiradores mais "interessantes". Não se toca. Pode estragar.
Nós admiramo-los. É impossível tirar os olhos deles. Já se sabe, não se toca. Até porque excesso de auto-estima já eles têm.
Depois a exposição acaba, passa para um novo lugar, que os outros também têm direito a ver o belo. Nós também passamos a outra actividade, que ver exposições não alimenta estômagos esfomeados.
Mas quem não gostaria de ter o David em casa, na colecção privada?

Shabbat Shalom

Câmara Municipal de Tel Aviv

quinta-feira, agosto 09, 2007

Raios partam as notícias, pá!

Sai uma pessoa mais cedo do trabalho, já a imaginar-se estendida na areia a ler um livro e a aproveitar o resto dos raios de sol do fim da tarde, quando liga a televisão para saber das últimas, ao mesmo tempo que começa o ritual do tira-roupa-veste-bikini-põe-protector, e ouve que o actual estilo de vida ocidental, que inclui entre outras coisas passar muito tempo a esturricar ao sol, fez aumentar em 23% o cancro de pele. Eu nem me preocupo tanto com o cancro, mas o excesso de sol também provoca envelhecimento cutâneo....
Lá se foi a minha vontade de ir para a praia. Estendi-me no sofá a ver o CSI, que entretanto não sei como acabou porque adormeci.
Vida deprimente...

Orgulho em ser português



Aparecer na primeira página do IHT por causa de uma prática circense, bárbara e ultrapassada já é mau, mas aparecer por causa uma criatura que não cumpre a lei e ainda se orgulha disso é o fim do mundo.

Esta série é uma Bíblia!

Sex and the City:
"I won't go for less than butterflies".
Pois... nem eu...

quarta-feira, agosto 08, 2007

Uma vida de trabalho

Já estamos em Agosto e eu nem dei por isso.
É a primeira vez que trabalho em Agosto. Aliás, é a primeira vez que trabalho na vida, mas isso são pormenores. Normalmente, Agosto era aquele mês em que não se fazia nada, um tédio de morte em Coimbra, em que eu ficava a arrastar-me em casa sem energia sequer para ler um livro. Lá ia passar uma semanita ao Algarve com as meninas, um fim-de-semana na casa na terrinha dos avós, pouco mais.
Agora, a trabalhar, tenho a sensação que ainda estamos em Junho (sim, porque Julho era mês de exames ou de férias, algo que também não se repetiu este ano). E de Junho hei-de passar directamente para Setembro ou até Outubro. Não fossem as altas temperaturas e a invasão de turistas americanos e franceses que transformaram Tel Aviv numa coisa a meio caminho entre Vilamoura e Armação de Pêra, eu diria que o Verão não tinha passado pela Terra Santa.
Vidas de trabalho, é o que é...

domingo, agosto 05, 2007

Os homens são de Marte, as mulheres são de Vénus e a moral... vai-se lá saber

Quando um homem casado tem uma relação extra-conjugal é um filho da mãe, que se deixa levar por qualquer uma que lhe aparece e não respeita filhos e mulher - a desgraçada que fica em casa a cozinhar e a passar-lhe as camisas. Já uma mulher casada que trai é uma vítima de um casamento falhado, da falta de atenção do marido, fê-lo porque se sentia vazia e não amada. Basta ler qualquer revista ou ver a Oprah, essa grande senhora, para ver entrevistas ora da vítima traída por um marido sem moral, ora da vítima que traiu porque não se sentia preenchida pelo casamento.
Deve ser para compensar o facto de, em solteira, uma mulher com vários parceiros ser uma puta e um homem ser o maior (se bem que acho que não só isto já não é bem assim como, ainda sendo, é culpa sobretudo das mulheres; mas este é assunto para outro post)
Chego, portanto, à conclusão que a verdadeira libertação da mulher se dá depois do casamento. A partir daí, os comportamentos "libertinos" são bastante mais justificáveis.
E eu que continuo sem sequer um noivo...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Angustia...

.... por ter a sensação que não me despedi devidamente de alguém que não sei quando e se voltarei a ver.

segunda-feira, julho 30, 2007

Efeitos da humidade no corpo humano

Under conditions of high humidity, the evaporation of sweat from the skin is decreased and the body's efforts to maintain an acceptable body temperature may be significantly impaired. Also, if the atmosphere is as warm as or warmer than the skin during times of high humidity, blood brought to the body surface cannot shed heat by conduction to the air, and a condition called hyperpyrexia results. With so much blood going to the external surface of the body, relatively less goes to the active muscles, the brain, and other internal organs. Physical strength declines and fatigue occurs sooner than it would otherwise. Alertness and mental capacity also may be affected. This resulting condition is called heat stroke or hyperthermia.

Tem estado entre 34 e 38 graus de temperatura em Tel Aviv. Isto não seria nada de especial (afinal sou portuguesa) se não estivesse uma humidade relativa de 80%, o que aumenta a sensação de calor em mais 4 ou 5 graus.
Deixei de ir à praia.
Deixei de ir para o trabalho a pé.
Deixei de sair à rua durante o dia, qual Drácula.
Deixei de usar calças ou calçado fechado.
Deixei de ter qualquer actividade física e/ou cerebral.

sábado, julho 28, 2007

Shabbat Shalom

Estes dias não têm sido fáceis. O blog está parado, ao contrário da minha vida. Para a semana, isto já melhora. Ou não...

terça-feira, julho 24, 2007

Eu devia era ter ido para a tropa

Quartel-General da UNDOF, a missão das Nações Unidas que monitoriza parte dos Montes Golã, território sírio anexado por Israel.

segunda-feira, julho 23, 2007

Remédio santo!

Bem pode passar uma modelo de 1,80 m, 1,50m só de pernas e 30 kg de peso ao meu lado que eu continuo impávida e serena a comer o meu hambuguer cheio de queijo com batatas fritas a boiar em ketchup e a pensar que bela vai ser a minha tarde esparramada no sofá.
Mas se passa uma mulher mais velha, com rugas por todo o lado, o peito nos joelhos e as pernas a rebentar de varizes, é ver-me a besuntar toda em protector solar écran total e fazer exercício físico na praia e, depois, ao chegar a casa, tomar um banho com jactos de água gelada pelo corpo todo para, a seguir, fazer uma lista de todos os cremes que eu preciso de comprar - contra rugas, celulite, estrias, perda de firmeza, retenção de liquídos, TUDO, TUDO!

Travis: Selfish Jean

Eu sinto que estou a ficar velha...

... quando apanho uma grande seca a ver o último filme do Harry Potter e começo a considerar seriamente se valerá a pena dar sete euros para ver Shrek 3.

sábado, julho 21, 2007

Inutilidades

A quem interessará ter o nome gravado num bago de arroz?

Shabbat Shalom

Sinal de stop
Numa terra que usa 3 alfabetos diferentes (qualquer dia 4, dado o aumento do poder e influência dos imigrantes russos em Israel), o gesto é tudo.

sexta-feira, julho 20, 2007

Eu devia era ter ido para a tropa


Fronteira israelo-libanesa

quinta-feira, julho 19, 2007

Do all goods things need to come to an end?

O dia 1 de Julho foi o primeiro dia do resto da minha estadia em Israel.
Hoje comprei a minha viagem de regresso (não sei muito bem regresso a onde, mas regresso).
Faltam pouco mais de cinco meses.
Se, há uns tempos, estava a ficar farta de cá estar - é incrível como uma cidade tão interessante e agitada como Tel Aviv pode ser tão depressiva no Inverno - agora estou a ficar com o bichinho outra vez. E se eu ficasse por mais seis meses? Tal só seria opção se fosse para Jerusalém ou para os Territórios Ocupados... e teria que procurar um emprego (afinal, propostas de trabalho que caem do céu não devem acontecer muitas vezes na vida e eu já devo ter esgotado a minha quota para os próximos anos)... a coisa apresenta-se um tanto complicada e trabalhosa. Mas também bastante apetecível...
Não sei o que esta terra tem, mas cola-se à pele e não sai. Nem esfregando!
Deve ser porque eu tive que comprar uma viagem de ida e volta, porque ficava muito mais barato, mesmo não usando a volta. Mas vou ficar a pensar no raio da viagem de volta...
Ou então foi só porque eu passei o dia na Cisjordânia. Muito sol na cabeça. Muita miséria na memória. Muita culpa na consciência por ver pessoas a viver em tais condições.

quarta-feira, julho 18, 2007

Eu devia era ter ido para a tropa

Tanque sírio da guerra de 1948

terça-feira, julho 17, 2007

Factfinding Mission: Conclusões Preliminares

Em cima, Líbano. Em baixo, Síria.

Após ter percorrido a fronteira israelo-síria-libanesa de uma ponta a outra, de ter andado pelos Montes Golã ocupados, de ter subido até Metula (o ponto mais a norte de Israel) e de ter observado atentamente as movimentações no Líbano, na Síria e na área controlada pelas Nações Unidas, concluí que, do lado sírio, está tudo calmo. Claro que podem haver uns tanques ou uns soldados escondidos atrás daquele arvoredo, mas até ver, nada. Já no lado libanês, apesar de não ter visto bandeiras do Hezbollah, posters com a cara do Nasrallah nem veículos da UNIFIL II(provavelmente por falta de equipamento adequado, a olho nu não se pode exigir muito), vislumbrei algo suspeito. Não sei se dar para ver bem na foto, mas há ali fumo e, já se sabe, onde há fumo há fogo. Aquilo pode ser uma de três coisas: um katyusha que caiu por engano em território libanês, em vez de cair em Israel; uma plataforma de lançamento de rockets que a força aérea israelita bombardeou; ou qualquer coisa a arder. Provavelmente será esta última, mas eu a minha imaginação é fértil.
Conclusão: fronteira calma. No pasa nada.

segunda-feira, julho 16, 2007

sexta-feira, julho 13, 2007

Susaninha em factfinding mission pelo norte

Isto anda tudo uma grande confusão, ninguém se entende. Uns dizem que este Verão vai haver guerra com a Síria ou com o Hezbollah, outros dizem que não. Já que não se pode confiar nas fontes, eu vou ao terreno ver afinal o que se passa. Vou à fronteira israelo-síria-libanesa ver se, de facto, a Síria anda ou não com grandes movimentações militares, se o Hezbollah tem Katyushas apontados para Israel ou não, dar dois dedos de conversa com os capacetes azuis. Depois digo de minha justiça.
Só espero que nenhum militante (eu já pareço a BBC) dê um ar de sua graça e lance um rocket enquanto eu andar a conduzir pelas bucólicas estradas da Galileia. É que não deve haver sirenes nem abrigos no meio do mato.
Com ou sem rockets, a viagem que eu vou fazer ao norte de Israel está a revelar-se bem mais interessante do que se estava a afigurar no início. Queriam pôr-me em comunhão com a natureza, a fazer campismo selvagem e trekking, e a participar num evento pela paz em que israelitas, palestinianos e jordanos se vão juntar no meio do mato para o convívio. (A ideia era saltar para dentro de um rio, mas como o rio jordão está contaminado por produtos tóxicos, já não podem. O que é bom, porque assim desenjoa de tanta perfeição pacifico-ecológica). Não me interpretem mal: eu, à semelhança do Blair, também me ando a fazer ao Nobel e, por isso, quero participar na paz do Médio Oriente. Andar a acampar no meio do nada e a cantar numa roda à volta da fogueira é que já me parece demais...
Felizmente tais planos falharam e eu vou é ver tanques sírios abandonados e ouvir rádio libanesa. Até segunda-feira!

quarta-feira, julho 11, 2007

Histórias de encantar

Lobo Mau: Capuchinho, porque tens uma casa tão grande?
Capuchinho: Oh, é para te receber melhor!
Lobo Mau: Capucinho, porque tens uns copos de cerveja tão grandes?
Capuchinho: Oh, é para te servir melhor!
Lobo Mau: Capuchinho, porque tens uma cama tão grande?
Capuchinho: Oh, é para te comer melhooooooooooooorrrrrrrrrr!

segunda-feira, julho 09, 2007

Ai que eu já não durmo esta noite!


Que caia já o governo. Que se convoquem eleições. Que se ponha o Ratzinger à frente de um governo de emergência. Que se imponha o latim como língua oficial do país!

domingo, julho 08, 2007

Estou verdadeiramente apaixonada

Pocoyo is killing himself laughing!!
Este é o boneco mais adorável do mundo!

É só para dizer que

  1. O Iggy Pop rocks!!!!!!!!!!!! Ele é uma verdadeira personagem. E eu ainda tenho os ouvidos a zumbir.
  2. Já estive em três das sete novas maravilhas do mundo, mas falta-me a melhor de todas: Macchu Picchu. :(

Sim , não disse nada de interessante, mas não tinha nada para dizer.

sábado, julho 07, 2007

No comments

Antes de mais, importa dizer que eu gosto muito de França, da cultura, da gastronomia, dos vinhos, da música, da língua. Embora não goste de Sarkozy, gosto da política francesa e, sim, gostava do Chirac. Adoro Paris. Já lá vivi, já lá fui várias vezes e estou sempre pronta a voltar. Nunca, enquanto lá vivi, disse mal dos franceses. Excluindo uma ou outra situação bem específica e fora de França, tenho a melhor imagem dos franceses. Até já tive dois affairs franceses, de quem tenho as melhores recordações.
Posto isto, acho ridículo que, numa festa onde TODA a gente está a falar inglês, eu fale (em inglês, of course) com uma francófona, que até há trinta segundos atrás também estava a falar inglês, e ela me responda "sabes falar francês, podes falar francês comigo". Mas há paciência?!

Shabbat Shalom

Hoje é dia de concerto do Iggy Pop and The Stooges!

quarta-feira, julho 04, 2007

Magnetismo virtual

Não sei o que se passa, mas hoje, sem que nada o fizesse prever, dois miúdos giros, mas daqueles mesmo mesmo giros, vieram falar comigo. Infelizmente, os contactos foram feitos via net, messenger e afins.
Devo andar a enviar um magnetismo especial via netcabo....
Ai mundo virtual...

segunda-feira, julho 02, 2007

Would have could have

Há dias, num filme, descobri o conceito de would-have-could-have person: aquela pessoa, que supostamente todos temos na vida, com quem nunca tivémos nada, mas com quem esteve sempre tudo para acontecer. Por uma questão de timing - uma ou ambas as pessoas estarem numa relação, mudança de cidade ou de país, etc - nunca aconteceu nada entre os dois. Porém, a atracção, a vontade de saber o que aconteceria se e a a frustração de saber que aquilo nunca deu em nada apenas por causa das circunstâncias fazem com que a tal would-have-could-have person tenha uma aura especial, imaculada. Afinal, as coisas não deram certo por o outro ser um idiota, mas apenas por razões exteriores às duas pessoas. Cada um tem a sua vida, mas há alturas em que o would-have-could-have vem à memória.
Eu tenho o meu respectivo would-have-could-have. Tenho que reconhecer que o nosso timing é, de facto, péssimo, mas isso só aguça ainda mais a minha curiosidade do e se.... Só ainda não compreendi se ele existe apenas por existir, para estar ali, qual bibelot trazido de umas férias nas Canárias, ou se tem alguma utilidade. Para me relembrar, nos piores momentos, de que há esperança e que, se calhar, nem todos são iguais? Será ele the one - ou andarei eu a ver filmes românticos a mais?

domingo, julho 01, 2007

There is a statement!

Mika, Big Girl (You are beautiful)
You take your skinny girl
I feel like im gonna die
Coz a real woman needs a (real man has why)
You take your girl and multiply about four
Now a whole lot of woman needs a whole lot more
(...)
With girls all around
Curves in the right places
big girl you are beautiful

sábado, junho 30, 2007

Shabbat Shalom

O contentor de reciclagem de embalagens (a única que se faz em Israel).

sexta-feira, junho 29, 2007

Arco-Íris

Ontem foi a noite branca em Tel Aviv. Museus abertos, concertos, uma grande festa na praia...
A avaliar pela quantidade de gays que se passeavam pelas ruas, mais parecia a noite rosa.
Pelo número de margueritas que bebi, acho que a vou recordar como a noite cor de limão.
Hoje a manhã, porém, apresentou-se bastante negra.

quinta-feira, junho 28, 2007

Mas há direito?

Anda aqui uma pessoa fora do país a lutar pela vida, que isto está mau para todos e não se sabe quando vai melhorar, a poupar o pouco que sobra todos os meses, a tentar juntar um pé-de meia para o enxovalinho, para o carrinho que já se sabe que é sempre preciso mesmo que se viva com a estação de metro em frente a casa, para o casamento em Agosto, para a entrada do T1 em Massamá e para a vivenda na terrinha com miniaturas do Muro das Lamentações, da Mesquita da Roca e da Igreja do Santo Sepulcro no jardim... e no dia em que recebe o tão merecido subsídio de férias, aquele dinheirinho que vem do céu (o novo nome para Ministério das Finanças), começam os saldos! E de repente, abro o meu armário, recheado de milhares de t-shirts, centenas de calças, dezenas de sapatos e de vestidos e descubro que não tenho absolutamente nada para vestir.
Afastai-me, senhor, do caminho da tentação.

Encontros imediatos do 3º grau?

Isto aqui pelo Médio Oriente está a começar a subir de nível e de interesse.
Será que ainda vou ter o prazer de encontrar Mr Blair por essas ruas, por esses restaurantes de falafel, por essas mesas de café?
Terei que passar a ir mais vezes a Jerusalém, a tomar café no mítico American Colony Hotel. Ou entao, tal como aconteceu com o Sven Goran Ericksson, ir de encontro a ele na praia em Tel Aviv. E aí, eu direi no mais posh british accent: "Oh dear! Mr Blair".
Será que irei tomar chá e scones com a Cherie?

segunda-feira, junho 25, 2007

Orgulho em ser português

Este fim-de-semana, ouvi falar na televisão de um golfista português. Como os meus conhecimentos sobre golf não vão além do Tiger Woods, foi investigar. Ora Google para aqui, Google para ali, chego a esta pérola: o site oficial do Filipe Lima, "GOLFEUR Professionnel - Nº 1 au PORTUGAL". Assim, sem tirar nem pôr. E a coisa já começava a prometer.
Clico no link e... o écran fica COR-DE-ROSA. Entretanto, por cima desse fundo bem colorido aparecem várias imagens do dito Filipe Lima em acção e, por cima, todas as suas qualidades: "vencedor, determinação, carisma, talento". Um poço de virtudes! Só falta mesmo é o bom gosto, que aquelas calças laranja avermelhado não o ajudam muito.
Passada a introdução, chego ao coração do site, sempre com o fundo COR-DE-ROSA. O Filipe deseja um Feliz Ano Novo 2007 aos seus fãs (daqui depreende-se que a vida de"GOLFEUR Professionnel - Nº 1 au PORTUGAL" dá trabalho. Em quase sete meses não se arranja tempo para mudar a mensagem de boas vindas aos seus fãs. Será que os seus fãs não mereciam pelo menos cinco minutos para a mudança de mensagem? Afinal são os seus fãs! Quantas pessoas se podem orgulhar de ter os seus próprios fãs? Hã? Hã?).
Em seguida, a secção "A minha vida": percebo logo que o rapaz é um verdadeiro Mozart do golf. Bateu as primeiras bolas aos dois anos, como se pode constatar pela bela foto de infância. E são, de facto,as fotos que me chamam a atenção. Aquela com a gola do polo em - que mais poderia ser? - COR-DE-ROSA, e a outra, igualmente bonita, com Filipe encantado com as pombinhas de Veneza. Clicando do lado direito, dá para saber os gostos do nosso Golfeur. E aí confirma-se a minha suspeita desde o ínicio: as cores favoritas dele são COR-DE-ROSA e roxo vivos (a partir daqui eu não só questiono o bom-gosto do rapaz, como a sua orientação sexual), gosta de jogar xadrex (deve ser alguma modernice dos campos de golf, inspirada no xadrez) e que é supersticioso e que um dos seus rituais envolve jogar de COR-DE-ROSA. E como uma pessoa está sempre a aprender, fiquei a saber que o Jack Johnson (cantor preferido) é australiano. Vivendo e aprendendo!
Quem fôr dado ao golf, ainda pode aprender os truques do Filipe, que ele explica. Eu, como de desporto só faço zapping, passei à frente. Aliás, fui embora que tanto COR-DE-ROSA me estava a fazer dor de cabeça.
Pois que recomendo vivamente o site. Que este Filipe Lima é o nosso Tiger Woods. Que é a nossa esperança por esses campos que nos sugam a água potável toda. Que é mais um orgulho nacional. Que é o "GOLFEUR Professionnel - Nº 1 au PORTUGAL". E mais: que é um homem que não tem vergonha de assumir o seu gosto pelo COR-DE-ROSA. Isso ou outra coisa...

sábado, junho 23, 2007

Shabbat Shalom

Os bancos de rua de Tel Aviv.
Adaptados ao calor insuportável.

sexta-feira, junho 22, 2007

Okidoki Man: as últimas

Para os grandes defensores do Okidoki Man, aqui vão as suas últimas pérolas: em vez de Hey ou Hello, ele passou a usar Hi di do (sim, Hi di do!); e chamou-me Frau Susana (porque eu tenho mesmo ar de Frau - alta, loura, germânica, autoritária). Vale a pena dizer mais alguma coisa? Ainda querem apresentar mais algum argumento a favor do senhor?
Hi di do - Frau - Okidoki. À terceira vez a ouvir isto, já eu estava de faca na mão, pronta a cometer um crime passional!
Será a coisa mais cool da Finlândia? Talvez. Mas é público que eles não têm um gosto muito refinado. Não esqueçamos que Chirac* disse que eles tinham, a par com os ingleses, a pior comida da Europa. Não esqueçamos também que o senhor da foto, o Primeiro-Ministro, é considerado o homem mais sexy da Finlândia (se a amostra é esta, Deus nos livre e guarde do resto. Vale mais fugir para a China). E que acabou com a namorada por sms (e eu a pensar que eram só os italianos que faziam destas coisas, afinal é universal).
Tudo isto a juntar ao Hi di do - Frau - Okidoki... convenhamos, as perspectivas não são as melhores.
*Noutras questões mais sérias, começa já a sentir-se a falta de Chirac, que punha no lugar certas e determinadas figuras. Eu já senti a falta dele duas vezes.

quinta-feira, junho 21, 2007

A China seria o paraíso...


... não fosse aquele pequeno pormenor. Mas aí reside o cerne da questão: o pormenor é, de facto, muito, muito pequeno.

Boas ideias

Há dias em que eu precisava de acordar assim. Por volta das sete da manhã, a máquina começava a fazer café que, entretanto, ia sendo injectado nas minhas veias. Assim, às 8h30, a cafeína já estaria a fazer efeito no meu corpo e todo o processo de me levantar da cama seria facilitado.
Evitar-se-iam vários impropérios gritados (gritados não, pensados, que aquela hora nem força para insultos eu tenho) ao despertador e à desgraça que a minha vida é, o eterno carregar na opção repeat, atrasos e coisas afins.
Todo o meu dia seria muito mais produtivo.

domingo, junho 17, 2007

Okidoki Man

Eu sei que me queixo que "ninguém gosta de mim todos me odeiam pensam que eu como lombrigas daquelas bem gostosas compridinhas e saborosas que estrebucham e rabeiam", que não conheço nenhum homem interessante e que, aparentemente, também não devo parecer interessante a ninguém, que os que são interessantes têm sempre namorada, blablabla...
No entanto, quando me aparece um rapazinho culto, bem formado, nascido e criado no seio da minoria sueca na Finlândia (o que, de certa forma, até satisfaz o meu desejo de casar com um sueco), que me manda mensagens de boa noite e me convida para passeios à beira-mar, eu desdenho. Ou não respondo ou digo que estou ocupada.
Estarei a perder o homem da minha vida? O último exemplar da espécie dos bons, pois a partir daqui só ficará a escumalha ou um homem insuflável? Estarei a deixar escapar a derradeira oportunidade que me orientar na vida, que isto de ser uma mulher independente é tudo muito bonito, mas de que vale se depois fôr olhada como uma solteirona? Talvez.
Mas eu não aguento o Okidoki!!!!! OKIDOKI, senhores, OKIDOKI!!!!!!!!!! A criatura não só perde em sensualidade (o que, diga-se, não é bem coisa que ele se possa dar ao luxo de andar por aí a perder), como perde em credibilidade. Não dá. Eu arrisco ficar sozinha.

sábado, junho 16, 2007

Conclusão da noite

"Men are all fucked up. They are born fucked up."

Shabbat Shalom

Dizengoff st./Frishman st., Tel Aviv

sexta-feira, junho 15, 2007

Conselho de amiga

Quando escreverem um email, uma sms ou afim, nunca por nunca escrevam okidoki, coucou ou algo semelhante. Pelo menos, se tiverem mais de 10 anos de idade. E se forem do sexo masculino (sim, porque vá-se lá saber porquê são sempre homens que me escrevem tal barbaridade). O meu delicado coraçãozinho não aguenta.
Okidoki?! Mas o que isto?!

quarta-feira, junho 13, 2007

It's gettin' even hotter in here

Um dia depois do Enviado das NU para o Médio Oriente ter dito que a situação na região era alarmante e poder despoletar uma guerra em larga escala, as três crises mais graves da região agudizam-se.
Espera-se um verão bem quente aqui na zona. Resta saber até onde chegarão os termómetros em Israel...

Como a minha vida se decide facilmente

Mr X disse:
"Neste momento, iria para qualquer parte do mundo, menos para os países árabes".

Se havia algum interesse (e segundas intenções) da minha parte em relação a Mr X e dúvidas sobre se deveria investir a sério nele, deixou logo de haver.

segunda-feira, junho 11, 2007

It's gettin' hot in here


Temperatura ontem em Tel Aviv.

domingo, junho 10, 2007

Dia de Portugal

Hoje é dia de estrear um vestido novo, calçar as minhas sandálias mais giras e andar a socializar por aí em nome de Portugal.
Ai o que eu me sacrifico pela pátria...

sábado, junho 09, 2007

Shabbat Shalom

Em Israel, todas as placas estão escritas em três alfabetos.
Conheço alguém que diria que isto é a prova de que Israel é uma verdadeira democracia que até escreve o nome das ruas no alfabeto do inimigo, muito ao contrário dos seus vizinhos...

sexta-feira, junho 08, 2007

The Chemical Brothers - Do It Again

Ainda não consegui descobrir onde foi gravado, mas adoro o cenário, as pessoas, as situações.

quarta-feira, junho 06, 2007

segunda-feira, junho 04, 2007

A confirmação

Eu já andava desconfiada que a minha vida era uma telenovela mexicana de gosto duvidoso. Enredo dramático, histórias mal terminadas, coincidências impossíveis, eventos que, de repente, mudam totalmente o rumo dos acontecimentos, um "passado que me persegue"... bem, o verdadeiro dramalhão.
Mas, quando um leitor (sinto-me deveras chique ao dizer que tenho "leitores", os "meus leitores") me diz que, para ele, eu sou o que os actores de novela são para as donas de casa, é a confirmação de todas as minhas suspeitas.
Qualquer dia, ando por aí a distribuir autógrafos pelas ruas. Ainda bem que vivo incógnita em Tel Aviv!
Vou fazer os possíveis para conseguir a contratação do Reynaldo Gianecchini para o elenco.
E não perca as cenas dos próximos capítulos...

sábado, junho 02, 2007

God save the cigarette

"Todos os dias, há mais gente a fumar que a rezar, o que prova a vitória do tabaco sobre Deus."
Afinal, fumar até nem é assim tão mau quanto dizem.
Acho que se deveria fazer um estudo para saber qual dos dois causa mais mortes, o tabaco ou Deus. Eu aposto em Deus.
Poderia ser que, a partir daí, passassem também a proibir Deus em espaços públicos.

quinta-feira, maio 31, 2007

Coisas que eu aprendi nos últimos dias 3

Numa época em que o mundo se contrai à velocidade do ADSL e dos aviões das low cost, em que o Messenger, o Skype, o Facebook e os emails vencem a preguiça de fazer um telefonema ou escrever uma carta, em que pessoas com os mesmos interesses convergem para meia dúzia de metrópoles, YOU CAN RUN, BUT YOU CAN'T HIDE.
Nunca se sabe quem se vai encontrar ao virar da esquina, real ou virtual.

Nos extremos

Fiquei a saber, através desta notícia, que estou dividida entre um dos países mais seguros do mundo - Portugal - e um dos mais perigosos - Israel.
Ainda não tive acesso ao estudo (que é revelado pelo The Economist), mas tenho as minhas dúvidas em relação ao que é considerado Israel. Sim, houve uma guerra no Verão passado, mas não me parece que Israel kosher seja mais perigoso que os Territórios Palestinianos, em especial Gaza. Em comparação com outros, Tel Aviv é um dos sítios onde me sinto mais segura. E falo a nível mundial. Presumo, por isso, que os TPO estejam incluídos em Israel.
É também curioso que, dos restantes países mais seguros do mundo, nenhum me atrai particularmente. Talvez a Dinamarca porque, a avaliar pela amostra que já tive, os homens são dos mais bonitos do mundo. Já no que toca ao top ten dos países mais perigosos, Líbano está nas minhas prioridades a curto/médio prazo e não me recusaria a ir para qualquer um dos outros (bem, se calhar o Iraque, se tivesse opção, preferia não ir, mas nunca recusaria totalmente).
Serei uma mulher de extremos, portanto...

Coisas que eu aprendi nos últimos dias 2

Se a comida que tens no prato se começa a mexer, não é bom sinal...

quarta-feira, maio 30, 2007

For ALL my girls*

Pronto, pronto...
Pensem em mim, no Algarve, a cantar com uma voz esganiçada.
*e para o pai da Caroli também. ;)

Coisas que eu aprendi nos últimos dias

"Non! Non! Pas d'amitié, madame, j'aime mieux mourir d'amour que de vivre d'amitié"

Alexandre Dumas, Le Vicomte de Bragelonne

terça-feira, maio 29, 2007

Susaninha na Sibéria... Paris, digo

Sim, é verdade, eu agora não quero outra coisa senão Paris! Tenho menos de 48 horas na cidade, não darà para muito. A unica coisa digna de nota é o frio que està, um frio que não se pode! O dia de hoje entrou directamente para o podium dos dias em que mais frio tive na vida, a par com Colonia e Amesterdão.

Em Colonia - Fevereiro de 2004 - estavam 6 graus negativos, neve e vento, muito vento. Levei roupa variada para cinco dias e acabei por vestir toda a roupa ao mesmo tempo, todos os dias.
Em Amesterdão - Fevereiro de 2005 - com zero graus, a nevar e... vento. O frio era tal (pode parecer exagero queixar-me destas temperaturas depois de Colonia, mas eu vinha de um mês passado no Verão brasileiro) que eu puxei as golas do sobretudo para cima e gritei em silêncio. A cada rajada de vento, um aaaaaaaaaaaaahhhhhhh silencioso!
Em Paris - Maio, quase Junho de 2007 - não estarão temperaturas negativas, mas està vento (sempre ele) e muita chuva. Entre umas sandàlias plataforma, umas sabrinas de rede e uns ténis de Verão, o bom senso e o bom gosto dizem-me que estes ultimos serão a melhor solução, sempre dà para usar meias (o unico par que trouxe). Mais uma vez, carrego toda a roupa que tenho... o problema é que não é muita: uma t-shirt, uma camisola de algodão, um casaco leve, aquelas roupas que se usam no tempo quente "não và vir uma aragem mais fresca". Eu, que sempre invejei as parisienses pelo seu estilo, agora também as invejo pelas suas botas e casacos quentes. "E comprar umas coisitas quentes?", perguntarà o leitor mais sensato e preocupado. "E encontrar coisitas quentes em pleno Maio, quase Junho?", perguntarei eu. O que eu vi que mais se aproximou de vestuàrio de Inverno foram umas botas Barbara Bui (logo, fora do meu alcance), aberta à frente, o que não ajuda muito. Ai que a moda tem razões que a razão desconhece...
E o que faço eu para aquecer e esquecer o frio? Bebo e como crepes au Nutella.

sexta-feira, maio 25, 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

For my girls

e muitos sundaes de caramelo.

quarta-feira, maio 23, 2007

Ninguém haveria de dizer

mas eu acho muita piada a estes rapazes

Desesperos


Nem sempre comprar roupa é um prazer, sobretudo quando as exigências do emprego não correspondem aos nossos gostos pessoais. Quando ténis, jeans e havaianas não combinam com escritórios, reuniões e formalidades.
Infelizmente, as lojas de roupa, caras ou baratas, ainda não perceberam isso. Bershkas e Stradivarius já nem para a escola secundária são recomendáveis. Zara, Mango, Lanidor e afins acham que uma mulher pode e deve passar o verão inteiro de vestido de alças, de cores garridas e de preferência acima do joelho, esquecendo que os corpos imperfeitos e as regras sociais dos escritórios não se compadecem com tais modas, para não falar que é impossível ter sempre a depilação em dia. Calças? Brancas e, como tal, semi-transparentes.
Dir-me-ão "ah e tal, e ires a uma loja a sério, para senhoras?". Tentei. Só que, neste mundo onde se impõe a juventude eterna a qualquer preço, onde às mulheres de 50 anos é exigido que se apresentem e comportem como raparigas de 15, essas lojas para senhoras só têm vestidos, t-shirts garridas ou tigresses, mini-saias e jeans com bordados. Para essas senhoras se confundirem com as netas.
Deverei eu representar Portugal e a UE em mini-vestidos dourados de inspiração sixties e sandálias de corda? E nos dias mais difíceis, jeans e tanks com as alças do soutien à mostra?

segunda-feira, maio 21, 2007

Os avanços da ciência

Se até já há parto sem dor, porque é que ainda não se inventou depilação sem dor?
Resta-me a esperança de que, com os homens a ficarem todos metrossexuais (o eufemismo de verdadeiramente abichanados) e a fazerem depilação em todas as partes do corpo (sim, todas!), alguém se lembre de criar a cera indolor.

domingo, maio 20, 2007

Fim-de-semana Azul

FUTEBOL CLUBE DO PORTO no domingo
CHELSEA no sábado

Tragédias Humanas e as outras (actualizado)

Uma menina romena, raptada em Espanha, foi encontrada graças ao apertar da segurança provocada pela Madeleine. As televisões, que têm andado a fazer um verdadeiro circo desta história toda (não querendo eu com isto diminuir o verdadeiro sofrimento da família provocado pelo desaparecimento da criança), pura e simplesmente ignoraram esta notícia. "Ai... espera... parece que há miúda... espera, espera... ah, não é a Maddie... é uma miúda qualquer que também foi raptada... esquece".
Que ninguém ligasse às críticas que diziam que nunca se tinham montado tais operações, policiais e mediáticas, quando se tratavam de crianças portuguesas, ainda vá. Sempre se podia argumentar que "nunca fizémos, mas agora vamos passar a fazer, porque todas as crianças são iguais". Mas não. Uma criança romena é raptada, felizmente é encontrada, mas só é mencionada na televisão para se dizer "pensou-se que era a Maddie, mas afinal não era, que pena...".
A pobre menina de 11 anos não é inglesa, é romena. Não vem de um país que envia turistas de luxo para o Algarve. Não vem sequer de um país onde as pessoas são todas médicas, engenheiras e cantoras de ópera e estão em Portugal a trabalhar nas obras, coitadinhos. Não, ela vem de um país, cujos cidadãos costumam andar por aí a pedir esmola. A pobre menina não tem uns pais com olho para a coisa, que têm consultores de imagem e advogados a 750€ à hora. Os pais da menina romena, se calhar, nem sabem o que são conferências de imprensa. A pobre menina nem deve ser loura e angelical, nem deve andar sempre com um ursinho.
Infelizmente, ainda uns são mais iguais que outros. Umas tragédias são mais humanas que outras.
Actualização: Pronto, já deram mais importância ao caso da miúda romena, mesmo que não ao mesmo nível da criança inglesa. De qualquer forma, aqui fica a minha indignação das últimas 24 horas...

quinta-feira, maio 17, 2007

Choque

O Rui Unas participa na Floribella!

quarta-feira, maio 16, 2007

Questões de segurança

Desta vez, vim via Charles de Gaulle, Paris.
O terminal D, de onde partem os voos para Portugal, é no mínimo peculiar. Tem um corredor, com alguns restaurantes, aberto a todos. Ao lado, tem uma parte mais restrita e cuja a entrada é controlada por seguranças. Supostamente, só que tem bilhete ou boarding pass pode entrar. Supostamente, porque eu já lá entrei sem coisa nenhuma, noutra viagem. Aí encontram-se os balcões de check-in, os tapetes de recolha das malas (as chegadas e partidas num ambiente de tudo ao molho e fé em Deus) e as lojas de roupa e perfumarias. Estas lojas asseguram que são permitidos nos voos todos os produtos aí comprados, por já se encontrarem numa zona de segurança.
O curioso é que uma garrafa de água comprada nos restaurantes do mesmo terminal ou nos cafés, ao lado das tais perfumarias, não é permitida no avião. Ou seja, perfumes e cremes de beleza que contém alcool, portanto inflamáveis, comprados numa suposta zona de segurança onde entra toda a gente, são permitidos, não vão as lojas free tax falirem. Uma garrafa de água, comprada no mesmo sítio (e que custa uns escandalosos 2.30 €), que eu posso provar que só contém àgua (no aeroporto de Lisboa já me pediram para beber em frente ao segurança), tem que ser deixada no caixote do lixo.
A segurança tem razões que a própria razão desconhece.

segunda-feira, maio 14, 2007

A partir de amanhã

e até quase ao fim do mês

Ora aqui está uma boa pergunta

Quando vemos um ex* (quiçá um futuro) com a actual namorada, o que será melhor? Que ela seja feia, antipática e mal-vestida, para que nós pensemos que ele é que ficou a perder? Ou que ela seja gira, simpática e com estilo, para que pensemos que o rapaz tem um certo padrão de bom gosto e que se ela é gira, nós também somos?
Se calhar o melhor é que a actual seja um homem, que é para não haver comparações nem crises de ego...
*Eu não tive nenhum encontro do terceiro grau com um ex, don't worry. Lembrei-me...

domingo, maio 13, 2007

Maravilhas de Israel

Só aqui é que eu saio de casa e me deparo com um batalhão de soldados no jardim em frente.
Dezenas de homens fardados!
Jovens!
Giros!
Um regalo para o olho!

sexta-feira, maio 11, 2007

Susaninha a brincar às mães (ou talvez não)

Estava eu hoje a ver o meu horóscopo diário, ritual com o qual eu organizo a minha vida - se me disse que o dia não é bom para o social, não saio à noite; se me diz que é mau no campo profissional, ligo logo para o escritório a dizer que não vou trabalhar, o que, por outro lado aumenta as minhas hipóteses de ser despedida e logo de ter um mau dia profissional, mas afinal não há como escapar ao destino... Bem, dizia eu que hoje, no site do dito horóscopo, aparecia uma oferta de análise sobre o tipo de mãe que cada um seria. Pois aqui está o veredicto sobre mim:

"A mãe com o signo lunar em Virgem é a mais crítica do zodíaco. Usa seu lado analítico racional para tentar dominar seu lado emocional. Tenha em mente o seguinte: Virgem é um signo que só faz críticas a quem ama, pois tem o objetivo de aperfeiçoar o ser amado. Tende a ser uma pessoa muito cuidadosa, sobretudo, com detalhes que fazem a diferença. Provavelmente terá uma casa muito harmoniosa, com as coisas muito bem tratadas, tudo muito ordenado e funcional."

Conclusão: eu vou ser daquelas mães horrorosas para quem toda gente é melhor do que os próprios filhos, desde o primo que entrou em medicina ao filho da vizinha que é um drogado, mas que gosta muito da mãezinha. As minhas pobres criaturas vão ser uns traumatizados a vida toda e já na idade adulta vão fazer psicanálise, chorar muito no divã e escrever em cartas tudo o que me queriam ter dito e nunca disseram (porque, claro, eu já estarei morta com tantos desgostos que eles me deram). Não se preocupem, no entanto, que eu há muito que decidi que não quero filhos, por isso não vou andar a povoar o mundo com pessoas mal-amadas por uma mãe hororrosa.