domingo, outubro 22, 2006

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Ontem um judeu (de raça e não de religião, como o próprio se define) disse-me que as ideias de Hitler estavam certas.

7 comentários:

JFFR disse...

Um judeu que achava que Hitler tinha razão, como? Que os Judeus devem ser todos exterminados? Não percebi...

Susaninha disse...

O que este judeu defende é que os seres humanos estão divididos em raças, que não se devem misturar. Judeus, árabes, chineses, etc são tudo raças, por mais que nós não queiramos aceitar isso. Defende também que existem imigrantes melhores e imigrantes piores. Daí eu lhe ter perguntado se Hitler estava certo. Depois de uma certa hesitação, ele disse que as ideias dele estavam. A diferença é que ele (judeu) não defendia a morte de ninguém. Provavelmente porque para os judeus serem superiores tem que haver raças menores...

JFFR disse...

O sionismo não é uma ideologia racista, é uma ideologia que constata que onde quer que haja judeus (seja em que parte do mundo for) haverá "racismo", pelo que a constituição de um Estado judaico é fundamental. Há uma diferença substancial. Mas eu aposto que tu já sabes isto.

Susaninha disse...

"Someone who sees himself as a victim will almost never morally evaluate himself or put limits to his own actions. Why should he? He is the victim."
Thomas Friedman, ele próprio judeu.

JFFR disse...

"Se as estatísticas estiverem certas, os judeus constituem apenas um por cento da raça humana. Isto sugere uma ténue e nebulosa baforada de pó cósmico perdida na resplandecência da Via Láctea. Na verdade, mal se devia ouvir falar do Judeu; mas ele faz-se ouvir, e sempre se fez ouvir. As suas contribuições para as listas mundiais de grandes nomes da literatura, ciência, arte, música, finanças, medicina e saber recôndito estão também fora das proporções dos seus fracos números. Ele tem combatido, em todas as épocas, uma batalha admirável neste mundo; e fê-lo com as mãos atadas atrás das costas. Ele podia ser disto vaidoso e ser perdoado por isso. Os egípcios, os babilónios e os persas ascenderam, encheram o planeta com som e esplendor, depois desvaneceram em coisa de sonhos e partiram; seguiram-se os gregos e romanos, fazendo vasto ruído, e foram-se; outros povos brotaram e por momentos ergueram alto a sua tocha mas ela havia de extinguir-se; agora sentam-se no crepúsculo ou desapareceram. O Judeu viu-os a todos, venceu-os a todos, e é agora o que sempre foi, sem exibir decadência, nem enfermidades da idade, nem fraqueza das suas partes, nem abrandar das energias ou entorpecimento da sua mente vigorosa e alerta. Todas as coisas são mortais menos o Judeu; todas as outras forças morrem, mas ele fica. Qual será o segredo da sua imortalidade?”

Mark Twain (que não era judeu), 1899

Não é tanto uma questão de o judeu se vitimizar; é mais de ele achar que não tem que aturar mais.

Susaninha disse...

Enquanto raça e judeu forem utilizados na mesma frase, independentemente de quem os usa, estamos conversados.

JFFR disse...

Tudo bem, judeu e raça não são a mesma coisa, e acho que isso é consensual.

Voltando ao teu post. Se um muçulmano me dissesse "as mulheres devem ser tratadas como seres humanos e a liberdade de expressão deve estar acima de tudo", haveria eu de pensar que o islamismo é uma boa ideologia?
Não.