quinta-feira, novembro 22, 2007

O que custa ser mulher... ou transgender... ou drag queen...

Chegado o inverno (sim, porque até a Tel Aviv já chegou o inverno), todo o povo dado à feminilidade se depara com um sério desafio: comprar collants. É preciso ser profissional na actividade. Eu, amadora, tentei a minha sorte por estes dias.
Meias-calças ou ligas? De lã ou de lycra? Opacas ou transparentes? Se transparentes, que densidade? Pretas ou cor de pele? Que marca? Como se não bastassem já estas questões primordiais para complicar a escolha, este ano as tendências da moda dificultam ainda mais a decisão. Azuis, cinzentas, roxas? Simples, rendadas, com desenhos? Leggings? Com pé ou sem pé? É um sem fim de dúvidas existenciais...
Opto finalmente por meias de ligas daquelas com adesivo anti-derrapante, que as outras são muitos desconfortáveis e ficam sempre a ver-se na cintura. Opacas. Azuis para combinarem com os meus sapatos novos.
Resultado final:
De manhã, reparo que as meias não são tão opacas quanto as que aparecem na Bíblia (leia-se Elle). Raios partam as densidades, que eu não percebo nada daquilo.
No fim do dia, já de regresso a casa, cheia de pressa que estava a começar a chover, começo a sentir as meias as escorregar. Não querendo fazer uma cena pseudo-erótica no meio da rua ao subir o vestido para puxar as meias até ao meio das coxas, começo a andar mais devagar. No momento em que as meias me chegam aos joelhos e na impossibilidade de tomar uma atitude radical, género tirar as meias de uma vez, porque não tenho a depilação em dia (e isto acontece sempre nestes momentos inoportunos), limito-me a rezar. Rezo para que as meias não desçam para além da linha da gabardina. Resultou, ou não estive eu na Terra Santa!
Conclusões a tirar:
Abençoadas feministas que introduziram as calças como peça de vestuário feminino.
As meias de ligas ainda serão as responsáveis por eu me tornar uma mulher de fé.

6 comentários:

Anaipa disse...

Ah há masi mulheres com o dilema do collant! ainda acho que a razão pela qual as detesto está na recordação das meias que picam...

malditos collants, maldita depilação por fazer... maldito dress code formal!

Maria joao disse...

Muito oportuno este teu post Susanete. Eh que na minha ultima visita a coimbra, aventurei-me com a minha amiga Luisa na compra dos ditos cujos collants (que realmente este ano nao se usa outra coisa) e a tarefa revelou-se um inferno! O que nos valeu foi a empregada da Calzedonia que em 5 minutos nos explicou tudo! Densidades, cintos de ligas, as velhinhas meias de vidro, TUDO! E digo-te: ha uma ciencia por tras deste produto...

Bruno disse...

Mais um post hilariante e vestido de "razão", realmente não é fácil ser mulher nos dias de hoje... Se bem que homem também não

gui disse...

ppuuufff... a densidade!!! :S

viajante disse...

minha cara
neste momento já há collants de cinta baixa e quanto aos aderentes ou apertam as pernas e promovem as varizes ou caem e promovem cenas tristes(ou alegres dependedo ponto de vista)...

Anónimo disse...

bom, partilharei a minha experiência não tão bem sucedida quanto a tua.
foi no verão passado, 18h30, a descer as escadas do metro do campo grande. as meias começaram a escorregar, já estavam no joelho e eu também a rezar para que nao descessem. eis que preciso de o apanhar porque já estavam pessoas a entrar! ele estava a partir e as meias já iam no tornozelo...que cena...dou semi-corridas e tento puxar as meias, mas sem subir muito a saia...claro que havia várias pessoas a olhar e a ver até onde eu tinha de subir a saia para que as meias se aguentassem ao nivel do joelho.
corri, entrei no autocarro...com as meias pelos tornozelos...bom, decidi perder o pudor porque pensei que as mulheres que já usaram este tipo de meias perceberiam pelo que eu estava a passar e os homens, paciência, as mulheres também têm momentos menos afortunados de elegância!
viva o parzinho de calças, os collants ou as meias de liga (esquece a marca na cintura que os collants também fazem) mas só meias de silicone é que não :P
beijinhos, Raquel D.