quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Investment Banking

I like my money right where I can see it: hanging on my wardrobe.
Carry Bradshaw in Sex and the City

Já não há pudor

Isto é decote que se apresente em Tribunal?
A mulher recorre a tudo...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O mundo é um lugar estranhíssimo

Neonazismo e culto a Hitler em Israel?!!!! Está tudo louco?!

O mundo é um lugar estranho

O site da Fnac anuncia a pré-venda do próximo livro de Harry Potter.
A edição disponível é a versão para adultos (eu sei o que eles querem dizer, mas isto dá um ar um tanto porno-erótico ao inocente - ou já nem tanto, a julgar pelo último filme - Harry Potter).
Mas o melhor de tudo é que já só faltam 144 dias para a chegada do livro. 144 dias! São seis meses! Quem é que compra um livro com seis meses de antecedência?
Há algo de muito estranho neste mundo.

Estão a gozar!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Saldo final 2: GRANDE desilusão

Tenho a dizer que este foi o pior ano que já vi no que toca aos vestidos das senhoras. Foi de mal a pior. Mais do que os cortes, foram as cores. Mal escolhidas, a destoar dos tons de pele. Nem as eternas bem-vestidas se safaram. Esta senhora, que até costuma estar bem, parece... não sei... aquilo parece um tapete de pelúcia... muito mal, Penélope, muito mal, a pior de todas.
Até os cabelos e as maquilhagens estiveram abaixo do nível, com destaque especial (pela negativa) para a Cameron Diaz e a Reese Witherspoon. Quase todas apareceram com o look anos 40. É bonito, sim senhora, mas tudo o que é demais... já se sabe. É o look à Scarlett Johasson. Fica-lhe bem, mas é o estilo DELA. Por mais que ela agora seja the sexiest woman alive , não quer dizer que todas tenham que copiar.
E já agora, foi dos vestidos ou a Jennifer Lopez e a Naomi Watts estão grávidas?

Saldo Final: uma certa desilusão

Os Oscars valem o que valem, sobretudo depois do Gladiador ter ganho há uns anos. Mas vá...
Martin Scorcese (por fim!) passou o testemunho de eterno injustiçado pela Academia a Leonardo DiCaprio. O Forrest Whitaker esteve bem, mas não gostei do filme em si. O Happy Feet ganhou (e mal) ao Cars. A Helen Mirren era previsível. O Departed ainda não vi, tenho que o procurar numa sala de cinema obscura que ainda o tenha em cartaz. Acho que o Babel e o Blood Diamond mereciam alguma coisita. Oscares para melhor argumento original e melhor guarda-roupa bem atribuídos. A Terra Santa representada nas curtas. Não posso falar dos filmes estrangeiros porque, por razões óbvias, não passo além de filmes em inglês, francês e espanhol (se fôr de Espanha. Tentei ver um filme chileno - impossível).
Bem, resta-nos ver se houve boas surpresas nos vestidos das senhoras.

domingo, fevereiro 25, 2007

Live forever 4

Suede, Beautiful ones

sábado, fevereiro 24, 2007

Live Forever 3

Pulp, Common People

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Perdição

Acabou-se o Hannukah, acabaram os sufganyot. A aproximação do Purim traz outras perdições, as orelhas de Haman, Oznei Haman (אוזני המן para os que sabem ler hebraico, que eu há muito que desisti). Também podem ser chamados Hamantasch, o chapéu de Haman, ou os bolsos. Eu prefiro as orelhas. Acompanhadas por um café.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

A minha última compra

Sporno

Mark Simpson, o jornalista que inventou a metrossexualidade, descobriu um novo conceito estético - Sporno - que descreve como pornografia homossexual inspirada no desporto. O Sporno nasceu da combinação do mundo do desporto com o mundo da publicidade. Os novos modelos são desportistas conscientes do potencial que têm no mundo gay e dispostos a venderem o corpo como objecto sexual. Simpson diz que "Sportsmen on this side of the Atlantic are increasingly openly acknowledging and flirting with their gay fans". Os grandes spornos são David Beckman e Fredrik Ljungberg (que Simpson descreve como "the man who actually looks the way Beckham thinks he looks", descrição maravilhosa porque eu sempre achei o Beckman irritante), mas também a selecção italiana de futebol (na publicidade D&G dentro do balneário) e selecção francesa de rugby (que fez um calendário deveras sugestivo).
Embora virado sobretudo para o público gay, parece-me que as mulheres, até hoje incapazes de criar uma verdadeira indústria pornográfica feminina, podem aproveitar muito bem este novo homem. Eu por mim falo: o metrossexual, excessivamente preocupado com a moda, que usa mais cremes faciais do que eu, que se olha constantemente ao espelho e que até usa maquilhagem masculina do Gautier nunca me convenceu. Eu gosto de um homem à homem. Estes sporno stars, apesar da proximidade aos metrossexuais, são mais atraentes porque, ao serem pornográficos, são mais decadentes, mais imperfeitos, mais humanos e, sobretudo, mais sexuais.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Novas perspectivas

A Máxima deste mês (sim, porque uma pessoa não pode só ler a Foreign Affairs e a The Economist) traz uma entrevista com Ana Lopes, uma antropóloga portuguesa que, na sequência da tese de doutoramento, conseguiu criar no Reino Unido um sindicato para profissionais da indústria do sexo. Não me interessa aqui discorrer sobre as virtudes da ideia, não vá alguém lembrar-se que isto é mais uma questão fracturante, que dessas já o país está cheio.
Interessou-me sobretudo esta ideia:
Este livro, além de subversivo, é interpelador. Uma ideia-base é a de que os trabalhadores do sexo não querem ser salvos, querem é ter direitos iguais aos dos outros trabalhadores.
As pessoas que estão em condições aberrantes não querem ser salvas da prostituição, querem ser salvas de todo o tipo de abusos: das teias de máfias criminosas, de relações violentas, de um problema de toxicodependência. Existe um mundo de problemas associados à indústria do sexo: são esses que devem ser resolvidos. O facto de trabalharem na indústria do sexo não é o problema em si. É uma mínima parte da indústria do sexo que está em condições de semi-escravatura.
A ideia corrente é a contrária: que aqueles que podem escolher são uma parte irrisória.
Conheci pessoas que trabalham nesta indústria que têm cursos universitários, mestrados, que já tiveram outro tipo de carreiras e optaram pela indústria do sexo. Também não acho que isso seja a maioria. A grande maioria podemos compará-los àqueles que fazem trabalho não-qualificado.
A defesa dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos, iguais a todos os outros, parece-me muito mais interessante, saudável e legítima do que a defesa pela vitimização, a cultura do coitadinho que agora se usa e abusa em relação a tudo e a todos.

Slow food

O pequeno-almoço em Tel Aviv é o expoente máximo do seu estilo de vida, da arte do estar na qual todos os telavivenses são mestres. É uma refeição tão importante quanto as outras e, talvez por isso, servida o dia todo. Embora varie de café para café e, em cada um destes, existam versões diferentes, a base é quase sempre a mesma.
Ovos, que podem ser mexidos, estrelados ou em omelete, com folhas de menta, especiarias, cebola ou cogumelos. A tradicional salada do Médio Oriente, com tomate, pimento e pepino picados e bem temperados. Pelo menos dois tipos de pão, integral, branco, com nozes, às fatias, baguettes, bagels, croissants. Manteiga, doce de morango, maçã ou pêssego, pasta de atum, queijo branco, queijo feta, labaneh, pasta de pimento, azeitona (estes acompanhamentos variam consoante o lugar e a versão escolhida, mas nunca são servidos menos de três ou quatro diferentes, podendo mesmo chegar a seis). Sumo acabado de espremer, de laranja, toranja, limão com folhas de menta. Café, capuccino, expresso, americano, caffe latte.
Uma vez servido, resta-nos recostar na cadeira da esplanada, de modo a aproveitar melhor o sol e o calor, e saborear. Intercalar o doce com o salgado, a salada com o capuccino, o pão e compota com os ovos estrelados. E ficar eternamente a ver a vida passar.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Um dia no centro do mundo

É verdade que viver ao lado do centro do mundo pode ser um tanto frustrante. Mas é sempre possível ir lá durante um dia e ver muros, colonatos, checkpoints, road blocks, jeeps militares, aldeias palestinianas, território ocupado. Relembrar que aqui existe uma realidade para além da aparente tranquilidade e descontracção de Tel Aviv.

domingo, fevereiro 18, 2007

sábado, fevereiro 17, 2007

Live Forever: the rise and fall of Britpop

Vi o documentário Live forever sobre a Britpop. É estranho já ver documentários sobre a música do "meu tempo", a que comecei a ouvir aos 11/12 anos, quando passei a receber mesada, que gastava num CD e numa revista de música que havia na altura (acho que era a SuperSom). Ainda apanhei o fim do Grunge, mas confesso que dessa época só os Nirvana sobreviveram. Foi a Britpop que me acompanhou naquela fase em que se passa o tempo todo no quarto a ouvir música. Ao contrário de outros géneros, as canções dos álbuns Britpop são todas audíveis, não é necessário passar nenhuma faixa à frente.
O Live Forever pareceu-me um tanto redutor por não passar muito além do trio Blur-Oasis-Pulp, deixando de lado bandas como os Suede, os Elastica, os Verve (há quem ache que, apesar de um pouco à margem, os Radiohead fizeram parte do movimento. Eu gosto muito deles, não concordo com a classificação). O documentário vale pela narração da história política e social do Reino Unido, da estética, do espírito Cool Britannia, feita a par da história da Britpop. É interessante pelo facto de, mesmo à distância, esses acontecimentos também fazerem parte das minhas memórias, género "onde é que estavas no 25 de Abril". O período Thatcher (pronto, disto eu não me lembro muito bem, a minhas referências vêm sobretudo dos Diários de Adrian Mole); a vitória de Blair; o Trainspotting, um dos grandes filmes/livros/bandas sonoras (Britpop) dos anos 90; a guerra Blur-Oasis que, na altura, deu a vitória aos Gallagher; a morte da Princesa Diana e a minha primeira viagem a Londres, que foi um acontecimento com consequências profundas na minha vida.
O movimento Britpop acabou e as entrevistas do documentário são ao estilo "vencidos da vida": Jarvis Cocker está mais comedido, Damon Albarn mais desiludido, o que é de estranhar porque o trabalho pós-Blur é muito bom (Gorillaz, Music for Mali, The Good the Bad and the Queen) e Liam Gallagher continua insuportável. Mas alguma coisa se salvou daqueles tempos: os herdeiros Coldplay, The Tears, Kaiser Chiefs; a continuação do trabalho de Albarn , o regresso de Jarvis Cocker... e os meus CDs, porque depois deste documentário percebi que tenho verdadeiras relíquias. Os meus pais vivem a nostalgia do vinil. Eu, com os mp3, os iPods e o preço imbatível da música no iTunes, começo a viver a nostalgia dos CDs.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Em continuação do post anterior

(quem não tiver paciência para a conversa inicial, avance até minuto 4:20)

Dia dos namorados por interposta pessoa

Soube hoje que uma amiga, que está a viver daquelas paixões repentinas e fulminantes, vai largar tudo e mudar-se para Paris com o namorado. É uma daquelas notícias que dá sempre gosto ouvir.
Acho curioso quando as pessoas, ao verem um casal de longa data terminar, dizem que se aqueles acabaram já não há esperança, que o amor já não existe. A ideia que tenho, salvo honrosas excepções, é que a longa duração dessas relações, especialmente quando já vêm da adolescência, se deve mais a acomodação e medo de enfrentar o mundo sozinho, do que propriamente ao amor (seja lá o que isso fôr).
A capacidade de se deixar levar pela paixão, pelo desconhecido e o incerto, a capacidade de largar tudo e simplesmente ir faz-me acreditar muito mais nas relações humanas do que o simples acumular de anos. Porque a intensidade dos sentimentos vale mais que o seu prazo de validade.